segunda-feira, 15 de março de 2010




Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente.

sábado, 13 de março de 2010



Eu gostaria muito de ter o direito, eu também, de ser simples e muito fraca, de ser mulher...
Hoje cedo ... desejei ardentemente ser a garota que comunga na missa da manhã e tem uma certeza serena... No entanto, não quero acreditar: um ato de fé é o ato mais desesperado que existe e quero que meu desespero pelo menos conserve sua lucidez. Não quero mentir para mim mesma.



QUANDO CHEGAR

"Quando chegar aos 30,
serei uma mulher de verdade,
nem Amélia nem ninguém,
um belo futuro pela frente
e um pouco mais de calma talvez.

E quando chegar aos 50,
serei livre, linda e forte,
terei gente boa ao lado,
saberei um pouco mais do amor
e da vida... quem sabe?

E quando chegar aos 90,
já sem força, sem futuro, sem idade,
vou fazer uma festa de prazer,
convidar todos que amei,
registrar tudo que sei
e morrer de saudade."

segunda-feira, 8 de março de 2010




Quando olho para o meu passado, encontro uma mulher bem parecida comigo - por acaso, eu mesma - porém essa mulher sabia menos, conhecia menos lugares, menos emoções.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Eu ...




Mulher de fases como a lua,
Simples, objetiva, sincera,
Buscando uma vida melhor,
Apaixonada pela natureza,
Sempre buscando o amor.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010




Um amor para toda a vida

A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham sido e sempre serão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é ao mesmo tempo um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A LENDA DO PEIXE E DA SEREIA




O PEIXE E A SEREIA - UMA HISTÓRIA DE AMOR


O peixe olhou a sereia e achou-a linda. Ficou deslumbrado! Encantado! Quis então que o tempo parasse, para que aquele momento parasse em si próprio. Parasse no tempo. Assim, a sereia se congelaria ou se cristalizaria na vida, no tempo, ou ao menos no momento. Talvez ficasse ainda mais bonita! Seria possível? Ela já era tão bela! Se a vida parasse... se não se mexesse, a sereia ficaria ali, imóvel, e seria sua.
Apaixonado, ele a olhava. Queria ficar com ela para sempre. Ela também o achou lindo; ela também o amou!
O Peixe e a Sereia, um amor recíproco, profundo, eterno! Parecia ter nascido dos confins dos Céus, dos subterrâneos da terra; das profundezas do mar, ou dos suspiros do ar.
Ao contrário do peixe, a sereia desejou que o tempo caminhasse sem tropeçar, para que seu amado, sem dificuldades, nadasse em outros rios, em outros mares, em novos oceanos... E atravessando continentes novos, trouxesse muitos conhecimentos, muitas luzes, que repartiria com ela, ficando afinal juntos, eternamente.
O peixe, porém, julgando-se não correspondido em seu amor, chorou muito,
entristeceu-se, atirou-se às águas, afogando-se! O peixe morreu irremediavelmente!
A sereia também chorou, mas depois sorriu feliz, porque soube por sua sensibilidade que se tornara esotérica, etérea, espiritual, portanto, eterna. Deixara de ser sereia e agora era uma estrela. Mais tarde seria um anjo, e quando estivesse bem perto de Deus, rezaria para que algum dia, uma a uma, suas companheiras também subissem aos céus. Lamentou que um peixe tão formoso não tivesse entendido, ou ao menos sentido a mensagem divina e orou sinceramente por todos os peixes, por todos os seres da criação que ainda não haviam adquirido intuição, que ainda não tinham despertado para contemplar, avaliar a generosidade e a grandeza de um Universo perfeito, justo, sábio.
Mais pela paixão e menos pela razão, olhando a imensidão do mar e a infinitude dos céus, desejou a ressurreição do seu peixe como um presente de Deus. E para merecer tal benesse, tudo faria, pois dentro dela agora compreendia que o amor tudo pode, e se assim é, Ele poderia! E cantou com uma voz de encantar, de comover pedras e anjos; feras e flores; as estrelas, a Terra, os pássaros, os céus... o próprio Deus!

Por: Clara Luz